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Como o Mágico de Oz, mas sem o cachorro.

quarta-feira, 06 ago

Ali, ó, não ta vendo? Ali, depois da 547 pessoa, na fila que dava a volta no prédio da reitoria da UFMG, viu agora? Então, eis a tão aguardada palestra Processo Criativo e Consciência, ministrada por ninguém menos que David Lynch. E lá fomos nós felizes e saltitantes, mesmo enfrentando a fila de show de rock, na expectativa de ouvir Mr. David Lynch, um mega-cult-star por assim dizer. 

a gente na fila ali, como vocês podem ver claramente…

Pelas minhas contas foram  mais de 700 pessoas juntas com ao menos um objetivo em comum: desvendar o processo criativo desse cineasta, que escreveu e dirigiu filmes labirínticos como Cidade dos Sonhos ( 2001), Veludo Azul (1986) e O Homem Elefante(1980), apenas para citar alguns.

Vertigem, labirinto, sonho, pesadelo, “atmosfera onírica” e “arquitetura do sonho” foram algumas das relações feitas ali por professores e mestres a respeito da sua produção no cinema. Sim, aprendemos muito! Mas e ele, o que acham que tinha a dizer sobre a crítica acadêmica, primeira pergunta feita pela professora da Letras, ao posicionar a sua obra no âmbito do Surrealismo e não do cinema contemporâneo? – I don`t know. – foram as primeiras palavras de Lynch. E continuou definindo os seus filmes como produtos de “consciência pura e vibrante”.

Segundo ele,  as IDÉIAS puras ( essas que agente já conhece, nada surreal não!)  são a origem de todo o seu trabalho criativo, seja na pintura, no cinema, nos textos, nos desenhos, nas fotografias. “São só idéias pelas quais me apaixonei”.E nada mais.

 a gente não conseguiu sentar dentro do auditório, mas assistimos do telão!

Agora você deve estar se perguntando Ah ta bom, simples assim?. Para ele, simples assim. Mas simples por ser um processo natural da consciência humana, o qual devemos segundo ele sempre buscar, DESEJAR ( no caso dele, parece que isso ocorre quase que sexualmente ) até que “mais cedo ou mais tarde elas virão”. Assim, quando escreve seus filmes, as palavras são usadas como iscas, para pescar novamente essas idéias. 

E elas realmente foram ao encontro de Lynch. Não a IDÉIA, mas as mulheres! (Gossip!) Houve tietagem consciente e inconsciente, declarações de amor e até lágrimas! E quem não foi, mandou recadinho, como no caso de um aluno da Belas Artes que levou um bilhete da namorada dele para David!! O cienasta brincou que era melhor ele não entregar, mas é claro que o bilhetinho foi entregue, e guardado com muito carinho no bolso do seu terno…(moooorram de curiosidade)

Externalizando meu novo lado Tiete, hoje descobri  que além de cineasta, cartunista, escritor, artista plástico e escultor, David Lynch é um grande sedutor. Sem fazer força nenhuma,  naturalmente como todas as suas outras habilidades… Elas apenas aparecem. idéias, pelas quais se apaixona.