Posts com a Tag ‘atelier’

Ah…a sexta-feira…

sexta-feira, 31 jul

Essa semana “ganhamos” um cantinho novo no atelier. Nosso quintal agora tem bambu mosso e orquídeas pra deixá-lo ainda mais gostoso. Pena que, com a correria do trabalho, não conseguimos desfrutar muito dessa rede delícia.

Não há nada melhor que ter plantas por perto, não acham?

E como hoje é sexta-feira (semana passou absurdamente rápido!), deixamos aqui algumas fotos pra todo mundo sentir que o fds chegou…hora de descansar!

Em breve, mais posts com fotos dos nossos cantinhos preferidos do atelier!

E vamos às novidades!!!

sexta-feira, 20 mar

Em 2009, prometemos muitas novidades e já estamos cheias de coisas pra contar. Muitas mudanças boas aconteceram, a primeira delas foi a nossa mudança de nome.

Adô é nossa nova marca (olha que linda a marquinha ai em cima!) e com ela pretendemos continuar nosso trabalho e alcançar novos vôos. O conceito da marca continua o mesmo, buscar sempre novas inspirações, novos materiais e muita troca de saberes. Design, arte e moda se inter-relacionam constantemente nos projetos do atelier.

O novo nome já trouxe ótimas mudanças e esperamos que continue trazendo coisas boas!! No decorrer dos posts mostraremos algumas delas, como nosso novo atelier e a nova coleção de inverno, que já é nossa preferida!

NOVO ATELIER!

sexta-feira, 23 jan

2009 é um ano especial para nós duas, como já anunciei no blog algumas vezes esse ano. Não só pelas parcerias que já se iniciaram no comecinho do ano mas também pelo que ainda está por vir, como o nosso novo atelier que ainda está tomando forma mas já é nosso xodó!

Tatoo trabalhadeira!

Ele fica no charmoso de bairro Vila Paris aqui de BH, localizado entre Cidade Jardim e São Bento. Anotem o novo endereço, será um prazer recebê-los um dia para um café com biscoitos!

* Rua Iraí, 400 Vila Paris *

* tel: 31 3586 9981 *

Corredor Lindo!

Projeto Ibô Galeria

terça-feira, 11 nov

Queridos amigas e amigos, interessados, curiosos e  assíduos do nosso amado blog que esteve abandonado nos últimos dias, atenção: o nosso sumiço não tem sido em vão!! ( mas pedimos desculpas messmo assim : )

Preparem-se que esse fim de ano vai ser cheio de surpresas, e no começo do ano que vem não vai ser diferente. Confiram hoje e nos próximos posts!

Hoje a notícia é que um dos nossos projetos tão esperados está prestes a sair do forno : o projeto Ibô Galeria.

Serão coleções colaborativas entre o atelier e designers, artistas, grafiteiros, arquitetos; gerando bolsas  de edição limitada – incríveis de criar, num diálogo delicioso entre moda, arte e design(A-MA-MOS a primeira edição! ) e mais ainda de usar.

A primeira edição do Galeria convidou o designer gráfico Rogério Fernandes, que topou e criou uma série de ilustrações exclusivas para Ibô – o tema só no próximo post para não perder a graça.

Para quem não conhece ainda o trabalho do Rogério vale a pena visitar o seu portfólio, e conferir seu traço marcado pela referência  às xilogravuras de Cordel e à sua origem, usando uma linguagem super atual e explorando a combinação de várias técnicas como desenho à mão livre,  impressão, gravura e até aquarela.

O lançamento da coleção vai acontecer no final de Novembro, no atelier do Rogério, mas contaremos mais detalhes do processo criativo, do projeto e do lançamento nos póximos posts, afinal é tanta novidade junta que fica difícil contar tudo de uma vez só! bjos para todo mundo!

 

1 + 1 = 2 !

quarta-feira, 11 jun

O amor está no ar… 

 

A bolsa e a vida

quarta-feira, 28 mai

A Flavinha é uma grande amiga psicanalista e poeta nas horas vagas. Tive a honra de ganhar este conto escrito por ela, com o recadinho:
Para a Tati, porque a bolsa é a vida!
Bjs,
Flávia

Flavinha, só você mesma! Adorei!
Aqui o conto:

 

 

De assalto.

Não conseguia acertar os passos com o relógio. Estava sempre adiantada ou atrasada, nunca na hora . Naquela manhã corria em direção ao trabalho, atrasada. A passos largos deixou os transeuntes para trás. Quase na esquina da rua Felipe dos Santos com a avenida Olegário Maciel, percebeu dois sujeitos suspeitos no passeio ao lado, vindo em sua direção. Recuou. Um terceiro rapaz, mais próximo, cercou-a, tentou fechar sua passagem, apontou-lhe um facão e ordenou: “- Passe a bolsa ou eu te furo!”

A bolsa? Ele queria a bolsa. Vermelha era a bolsa Ibô, comprada numa loja de grife. Por um instante pensou: “- Por que não deixei a bolsa em casa? Mas como? Deixar a bolsa seria como deixar a vida”. Num gesto rápido, retirou-a dos ombros e colocou-a sobre seu ventre, um escudo protetor. Agora, com sua armadura, sentia-se forte, destemida. Podia olhar indignada nos olhos do agressor, rapaz abusado. “Que absurdo!” Berrou e bateu em retirada: “ saída pela direita”, como o leão do desenho animado de sua infância. Correu em direção ao super-mercado da esquina. Correu aos berros: “- Ladrão! Assassino! Assalto a mão armada! Socorro!” Em um segundo a rua deserta encheu-se de gente, pessoas surgiam de todos os lados para socorrê-la.

Os ladrões correram em direção à avenida numa fuga desesperada, perseguidos por um homem forte. Fugiram, sumiram no horizonte torto da cidade. Ela tinha as pernas trêmulas, o coração disparado e o abraço reconfortante de uma mulher, um tanto familiar, um tanto estranha, uma mulher que lhe valeu naquele momento difícil. A cena prosseguiu com água e açúcar, polícia, palavras de indignação e consolo.
Em casa, ao relembrar o assalto, via uma mulher louca correndo e gritando, uma mulher siderada, por mais um dos becos sem saída do planeta. A infância, a loucura e uma mulher tinham-lhe salvado. Abriu a bolsa vermelha. Seu escudo abrigava seus tesouros: o estojo de sombras, que a prima trouxe da França, “Sephora”, é tudo! Os batons: “Brick-o-la”, presente da filha; “Terracota”, garimpado numa liquidação; um brilho. O protetor solar indicado pela dermatologista, uma fábula. Os perfumes: “Néroli” e “Vert”, jasmim, cereja, laranja. Flores e frutos. Enfim, havia ainda na bolsa: um nome, um número, uma profissão, alguns poucos trocados para o caso dela precisar tomar um táxi. Pensou: “A bolsa ou a vida? A bolsa, porque vermelha é a vida”.

 

Flávia Drummond Naves

Abril de 2008.